All for love

22 julho 2005

Finalmente pronta!


Ninguém se levanta de uma queda sem cair. E todos nós caímos de vez em quando. Pois eu também caí, magoei-me e até chorei, mas finalmente levantei-me. Às vezes ainda caio, ainda me magoou e ainda choro, mas tenho sempre conseguido levantar-me. Nem sempre é fácil levantarmo-nos sozinhos, mas os maravilhosos amigos que tenho, estão sempre dispostos a dar-me uma mãozinha...
Depois de muitas quedas ou até simplesmente de uma queda bem grande, aprendemos a cair e ficamos mais seguros, com uma segurança interior. E voltamos a apaixonarmo-nos. Estou a apaixonar-me novamente e desta vez ninguém me poderá roubar esse meu novo amor. Eu não vou deixar mesmo! Afinal eu mereço muito ser feliz!!

20 julho 2005

Para ter o MELHOR...

Descobri, que para ele ter o melhor, teria que ter o melhor dentro de si... e descobri que isso não era controlado nem por mim nem por ninguém.... ele construirá o seu próprio caminho guiado pela minha mão.
O que de melhor lhe posso oferecer é a minha disponibilidade, a minha atenção, o meu amor. Os melhores são os mais amados e os mais amados são os mais felizes....que sejas simplesmente feliz!

13 julho 2005

Mais um acidente...

Dirigia-me ao local onde estava estacionado o meu carro e preparava-me para regressar a casa. A uns 100 metros avisto um aglomerado de pessoas e por entre elas vejo estendida no chão uma criança. Ainda deveria ser nova a julgar pelo tamanho reduzido das suas pernas.
Por esta altura já o meu coração batia aceleradamente...por entre as pessoas, alguém já perdia as forças e agitação era total. « O que teria acontecido?» interrogava-me. Queria tentar perceber, mas sobretudo ajudar. De repente, passa um homem completamente revoltado por mim e por mais alguém que se aproximava: “A mãe vai para o café e deixa a filha de três anos sozinha em casa e a miúda atirou-se cá para baixo...a miúda está para ali a sangrar..”
Fiquei aterrorizada....como pode isto acontecer...até custa a acreditar...Um minuto depois chega o INEM e ao longe vejo que tentam salvá-la a todo o custo. Não sei se caiu de um segundo ou terceiro andar... não sei quais foram as verdadeiras circunstâncias desta situação. Mas aconteceu!
Voltei para casa sem conhecer o desfecho desta história tão real... inevitavelmente as lágrimas caiam e eu procurava rezar pela salvação daquela pobre alma.
Apenas uma criança, apenas mais uma criança....desejo profundamente que a tenham podido salvar. Mas quantas outras morrem em circunstâncias destas?“As crianças são o melhor do mundo”... era bom que todos pensassem assim e que não deixassem que pequenos descuidos mudassem o destino das suas vidas.

10 julho 2005

Os sonhos

Passamos a vida a construir sonhos, mas nem todos se realizam. Tantas vezes vivemos enganados e fazemos essa descoberta da forma mais fatal.

Quem me conhece bem, sabe o quanto me esforço para ajudar o outro e quase sempre acabo por me prejudicar a mim. Quantas vezes caio nesta terrível tentação e acabo por sair magoada. Muitos nem se dão conta do meu esforço, nem tão pouco se apercebem do quanto sofro quando as minhas tentativas caem por terra. Mas eu sei o que vivo e o que sinto, e já está mais do que na hora de pensar em mim.

Chega de me dedicar a amores impossíveis, porque há certas coisas que são mesmo impossíveis. Há tanta vida lá fora, tanta gente por conhecer, por amar...

08 julho 2005

CR

Há locais especiais que nos marcam para sempre...que nos deixam com um brilhozinho nos olhos de cada vez que os recordamos. Uns porque são de uma beleza espectacular, outros porque nos transmitem uma paz única, outros ainda porque nos deixam escutar o silêncio... mas ainda há aqueles, que são simplesmente especiais pelos momentos que neles se vivem. Esses momentos têm essa classificação por causa de pessoas incrivelmente especiais e únicas.
Ninguém conhece todo o mundo e há sempre muito por descobrir, e nunca deveremos dizer nunca, pois desconhecemos o amanhã. O que eu sei, é que faça o que fizer, digam o que quiserem não me esquecerei do quanto fui feliz nas Caldas da Rainha.
Aqui, quero deixar um obrigado eterno a essas pessoas especiais, porque me ajudaram a crescer, a ser, a viver, porque me amaram de verdade e porque me deixaram conhecer um mundo que ninguém antes me tinha deixado pintar de cor-de-rosa.... e porque ainda me amam!!
Ali vivi a minha independência com incríveis doses redobradas de responsabilidade, ali sorri verdadeiramente tantos e tantos dias e noites e horas e minutos. Mas também chorei... chorei, mas com a certeza que alguém escutava as minhas lágrimas a cair.
Existem pessoas más, vazias...mas também há aquelas que sabem amar sem medida, e dão o amor da forma mais simples e autêntica que pode existir. Não há perfeições, mas as imperfeições passam quase despercebidas.
Não há horas para ouvir ou ser ouvido, não é necessário um lugar aconchegante para se conversar, não é preciso dinheiro para se oferecer um presente, não é preciso agradar para ser amado, não é preciso álcool para festejar!
Oferecem-nos um pôr do sol, um mar salgado, uma lua brilhante, um campo de flores, um jogo de voleibol, uma quadra ou até mesmo um papel rasgado com a frase que já poucos ousam dizer “Gosto muito de ti!”. É como se sentisse que o amor aqui agora onde moro, é mais frio, menos impulsivo, menos real.
Não se pedia um abraço! O abraço chegava sem pedidos. Não importava a forma de vestir, nem de falar, nem ser vista sozinha com um rapaz ou dois. Ali ninguém vê o que não existe, nem sequer se está pronto para julgar...ou se vêem não se metem.
Brincamos com o mais simples, rimos do mais natural, ajudamo-nos mutuamente, somos pai, mãe, irmãos e amigos. Construímos a vida em conjunto porque ficamos ligados para sempre. E não precisamos de compromissos, pois o ontem não será esquecido e amanhã será sempre recordado.

Obrigado amigos especiais! Vou guardá-los bem cá dentro....

06 julho 2005

Fala a velhice

Felizes os que respeitam as nossas mãos enrugadas e os pés deformados. Felizes os que nos falam, apesar de os nossos ouvidos já não entenderem bem as palavras. Felizes os que compreendem que os meus olhos começam a não ver e as minhas ideias a ficarem baralhadas.
Felizes aos que, com um sorriso, perdem tempo a conversar comigo. Felizes os que nunca me dizem: “É a terceira vez que me conta essa história.”. Felizes os que ajudam a lembrar as coisas de antigamente.
Felizes os que gostam de mim e dizem que ainda presto para alguma coisa. Felizes aqueles que me ajudam a viver os últimos dias da minha vida.

05 julho 2005

Há quem sofra disto....


A maioria são mulheres, mais do que os homens, têm sobre si o peso do relógio biológico, que lhes dita a hora de arranjarem companheiro e filhos. Isso leva-as a sentirem-se cada vez menos seguras. Geralmente as mulheres com pouco amor próprio têm um perfil comum: utilizam muitas frases negativas e, quando ligam o “complicómetro” encontram problemas em tudo. São mais cinzentas, fecham-se mais no seu casulo. Até a postura as denuncia: não põe os ombros para trás, não erguem a cabeça...falta-lhes segurança ou assertividade.
A timidez não as caracteriza exclusivamente; podem até ser faladoras e os cómicos de serviço, situação que pode funcionar como uma máscara para a sua falta de confiança e de amor próprio. Têm mais tendência para sofrer de fobias, medos, ataques de pânico ou ansiedade generalizada.
Dizem geralmente que atraem as pessoas erradas ..elas próprias estão menos abertas a pessoas saudáveis, porque sentem que emocionalmente não estão saudáveis. Pensam que não têm qualidades suficientes para as atraírem. Caracterizam-se pelo desequilíbrio: ou são demasiado passivas ou até agressivas.
As mulheres costumam ser mais passivas e suportar situações inaceitáveis, para não perderem o parceiro. Mantêm-se em relações que não estão satisfeitas porque acham que não conseguem melhor....”Amar de mais não significa amar demasiados homens ou apaixonar-se com frequência. Significa terem uma obsessão por um homem e designarem-na de amor, permitindo que ele controle as emoções e grande parte do comportamento delas”.
A sua auto-estima é perigosamente baixa e, no fundo, não acredita que merece ser feliz. Também não são atraídas por “homens carinhosos, estáveis e de confiança, que mostrem estar interessados nelas”, por os acharem “muito aborrecidos”.
O desejo de agradar a todos leva-as muitas vezes a dizer “sim” quando na realidade lhes apetece dizer um rotundo “não”...se costuma ter sentimentos de culpa e se sente incomodo quando recusa algum pedido, isso é um sentimento de que padece da “doença” de querer agradar a todos.
Em que nos afecta a baixa auto-estima??...queda de cabelo, problemas de pele, dores de barriga, cólon irritável, depressão, perturbações ansiosas...a memória degrada-se...a carreira não progride...a vida amorosa pode tornar-se desastrosa...

Isto é coisa de escorpião?!...


Os escorpiões crescem com um sentimento intrínseco de rejeição. Captam-no desde os primeiros instantes, com a sua poderosa intuição. Quando nasce um escorpião, não raro morre alguém da família, ou então a família atravessa uma grave crise. Não raro, o pai desta criança está ausente durante os anos da sua infância, e a mãe, preocupada e tensa, cuida dela sem afecto. Por isso, toda a sua vida, o escorpião vai procurar esse afecto que lhe faltou.
Esta situação afecta a criança de escorpião que absorve as vibrações de um ambiente sombrio. Talvez por isso tenha tendência para se sentir permanentemente deprimido, o que o impede de, mais tarde saborear a vida com leveza e descontracção. Para compensar a angústia, alguns escorpiões agarram-se ao poder, seja material, seja de manipulação. Podem tentar controlar compulsivamente tudo o que os rodeia, o que lhes devolve um certo tipo de segurança.
Desconfiados, os escorpiões apercebem-se como ninguém das vibrações do ambiente e das verdadeiras intenções dos outros. Os seus olhos vêem no escuro, nada lhes escapa. Quando se sente ameaçado, o seu velho sentido de rejeição é accionado, e opta pelo ataque. Vingativo, desfere as suas ferroadas subtilmente. Mas o escorpião é a primeira vítima da sua própria agressividade, que acaba por isolá-lo do mundo. Como todos os signos de água, o escorpião encontra o seu habitat natural no mundo dos sentimentos e dos instintos, e o seu «reservatório» emocional é inacreditavelmente forte, porque a sua natureza é fixa e resistente a todos os embates.
Donos de uma fama terrível, e, algumas vezes perfeitamente justificada, os escorpiões têm, no entanto, uma imensa capacidade de transformação. Essa é a sua natureza profunda. Na verdade, não têm outra opção senão entrarem nesse processo, pois para um escorpião a vida nunca é fácil.
Se ousar mergulhar na água profunda e pantanosa dos instintos, dos desejos e dos sentimentos mais negativos, o escorpião passa por uma transformação alquímica que o pode elevar a altos níveis de espiritualidade. E da matéria decomposta do pântano, emerge uma nova vida.

01 julho 2005

A vida lá fora

As pessoas reúnem-se em grupos, criam as suas muralhas e não deixam que nada de estranho possa perturbar as suas medíocres existências. Fazem coisas porque estão acostumadas a fazer, estudam assuntos inúteis, divertem-se porque são obrigadas a divertirem-se... e que o resto do mundo se dane, se resolva por si mesmo. No máximo vêem- como nós tantas vezes juntos- o noticiário da televisão, só para terem a certeza do quanto são felizes, num mundo cheio de problemas e injustiças.

As duas pessoas que mais amo no mundo

De um sonho nasceu a vida, um sorriso, um pensamento.
Ser, é poder rir,
pensar livremente, amar, ser amado e respeitado.
Do amor de duas estrelas
nasceu um raio de sol e de mãos dadas viajam pelo mundo. Para eles deixo aqui
todo o meu amor, o meu respeito, a minha dedicação.
Só com uns pais assim,
eu posso ser tão feliz.

O que preciso saber

Grande parte das coisas que preciso de saber sobre a vida, sobre o que fazer e como ser, aprendi no Jardim de Infância.
A sabedoria, afinal, não estava no topo de uma montanha chamada universidade mas sim na caixa de areia da minha escola.
Eis as coisas que aprendi: a compartilhar, a não fazer batota, a não magoar os outros, a arrumar o que desarrumei e a limpar o que sujei. A não tirar o que não me pertence, a pedir desculpa quando magoo alguém. A lavar as mãos antes de comer.
Aprendi que o leite faz bem à saúde. Aprendi a aprender, a pensar e também aprendi que desenhar, pintar, cantar, dançar, era bom...a ter cuidado com o trânsito.. a dar a mão, a ser solidário.
Vi a semente a crescer num copo de plástico, as raízes descem, a planta sobe e, embora não se saiba porquê gosta-se. E lembro-me dos primeiros livros, da primeira palavra que aprendi: “vê”. É isso que tenho feito.
Se todos em todo o mundo, tivessem tomado um copo de leite às três da tarde, depois de terem dormido a sesta, o mundo estaria melhor. E também sei que é verdade, que ainda é verdade, que no mundo o melhor é dar as mãos e ficar juntos!