26 fevereiro 2006
24 fevereiro 2006
Coisas deste mundo!!
Incrivelmente fico estupefacta com a insensatez das personagens do mundo. Porquê personagens? Porque parece que não conheço algumas pessoas, caras, nem corações. Algumas pessoas parecem apenas fazer parte de um teatro, no qual decidem partilhar comédias ou tragédias, indiscriminadamente.
A conversa parece ser sempre a mesma. Os culpados só podem ser a minha mãe e o meu pai. Não só porque me fizeram nascer, mas porque me ensinaram coisas muito especiais, tão especiais que parecem pertencer a um mundo diferente, muito mesmo, daquele onde eu tenho que viver. Já não é porque sou criança, ou uma jovem…é só porque agora tenho mesmo que viver com o mundo real. É muito difícil!
Acreditem, não sou perfeita, não sou especial, não sou diferente. Eu sou humana tal qual tu! É só porque eu tenho um sonho…
Um sonho impossível de realizar, mas do qual não consigo abdicar.
Quando chegamos atrasados, apontam-nos o dedo. Também quando temos preguiça de trabalhar, quando nos relaxamos com os miúdos, quando deixamos passar o tempo sem agir. Eu não quero ser assim, ainda que o possa ser. No entanto, como à partida, isto não aconteceu, apontaram-me o dedo… é porque faço horas a mais do que aquelas que me pagam, é porque me preocupo, é porque me esforço, é porque faço tudo para garantir a felicidade dos meus queridos meninos. Um esforço que é só é levado em conta pela inveja… como se eu agisse assim para ter alguma espécie de recompensa. Hoje tive um dia muito difícil, caíram em cima de mim e não mediram sequer palavras. À baila a conversa que se tu trabalhas mais é o porque és solteira, se tu ofereces prendas ao as teus meninos é para te exibires, se fazes actividades giras é para te sentires superior, se tu queres fazer alguma coisa pela tua cabeça é porque não sabes trabalhar em equipa…
Eu não vim para aqui para “lavar roupa suja”, esta é só mais uma realidade em descoberta. As pessoas têm sempre que criticar e se não é para o mal é para o bem. O melhor, é que ainda que esteja a suar lágrimas de dor e desilusão, esta noite vou dormir com algumas certezas, vou continuar a lutar pelo sonho impossível e não me vou deixar derrubar pelo sistema que está podre.
As coisas maravilhosas que aprendi no curso e no decurso da vida não podem só ficar na minha cabeça… Eu vou continuar a lutar, até ter forças!
Começo a ter vergonha de trabalhar no ensino público, ninguém quer fazer nenhum… se ao menos deixassem trabalhar quem quer…até isso é difícil.
É por isso que temos esta má fama, que ninguém valoriza o nosso trabalho, que poucos nos apoiam e percebem a dura realidade do ensino em Portugal.
Pergunto-me até quando? O mais fácil parece ser a melhor opção. Mas ainda há doidos, que preferem o caminho mais difícil.
A conversa parece ser sempre a mesma. Os culpados só podem ser a minha mãe e o meu pai. Não só porque me fizeram nascer, mas porque me ensinaram coisas muito especiais, tão especiais que parecem pertencer a um mundo diferente, muito mesmo, daquele onde eu tenho que viver. Já não é porque sou criança, ou uma jovem…é só porque agora tenho mesmo que viver com o mundo real. É muito difícil!
Acreditem, não sou perfeita, não sou especial, não sou diferente. Eu sou humana tal qual tu! É só porque eu tenho um sonho…
Um sonho impossível de realizar, mas do qual não consigo abdicar.
Quando chegamos atrasados, apontam-nos o dedo. Também quando temos preguiça de trabalhar, quando nos relaxamos com os miúdos, quando deixamos passar o tempo sem agir. Eu não quero ser assim, ainda que o possa ser. No entanto, como à partida, isto não aconteceu, apontaram-me o dedo… é porque faço horas a mais do que aquelas que me pagam, é porque me preocupo, é porque me esforço, é porque faço tudo para garantir a felicidade dos meus queridos meninos. Um esforço que é só é levado em conta pela inveja… como se eu agisse assim para ter alguma espécie de recompensa. Hoje tive um dia muito difícil, caíram em cima de mim e não mediram sequer palavras. À baila a conversa que se tu trabalhas mais é o porque és solteira, se tu ofereces prendas ao as teus meninos é para te exibires, se fazes actividades giras é para te sentires superior, se tu queres fazer alguma coisa pela tua cabeça é porque não sabes trabalhar em equipa…
Eu não vim para aqui para “lavar roupa suja”, esta é só mais uma realidade em descoberta. As pessoas têm sempre que criticar e se não é para o mal é para o bem. O melhor, é que ainda que esteja a suar lágrimas de dor e desilusão, esta noite vou dormir com algumas certezas, vou continuar a lutar pelo sonho impossível e não me vou deixar derrubar pelo sistema que está podre.
As coisas maravilhosas que aprendi no curso e no decurso da vida não podem só ficar na minha cabeça… Eu vou continuar a lutar, até ter forças!
Começo a ter vergonha de trabalhar no ensino público, ninguém quer fazer nenhum… se ao menos deixassem trabalhar quem quer…até isso é difícil.
É por isso que temos esta má fama, que ninguém valoriza o nosso trabalho, que poucos nos apoiam e percebem a dura realidade do ensino em Portugal.
Pergunto-me até quando? O mais fácil parece ser a melhor opção. Mas ainda há doidos, que preferem o caminho mais difícil.
22 fevereiro 2006
Caridade
Não lamentes o bem que tu fizeres, mesmo que seja inútil o que deres.
Acha sempre que foi bem empregado.
Se encontrares ingratos no caminho, a esquecer depressa teu carinho, sem dizer um simples obrigado.
Mesmo assim dá por válido o sacrifício, e não negues jamais um benefício, com receio de seres olvidado/esquecido.
É em ti mesmo, no teu próprio coração que acharás a melhor retribuição, pelo bem que tiveres praticado.
É em ti mesmo, no teu próprio coração que acharás a melhor retribuição, pelo bem que tiveres praticado.
21 fevereiro 2006
Amizade: celebrada e apregoada por todos como algo do mais precioso que temos nesta nossa passagem pela vida, dado adquirido, facto assente, ideia aceite por tudo e todos.
Verdadeira amizade: espécie em vias de extinção, poucos exemplares existem já no mundo inteiro, e à medida que cada um deles desaparece, a esperança e a vontade diminuem como que uma vela que lentamente se apaga.
Inocência: aquilo que temos quando somos crianças, se é que alguma vez temos, e que rápida e brutalmente se perde à medida que crescemos.
Saudade: aquilo que eu sinto dos meus amigos, aliás, daqueles que pensei um dia serem meus amigos e que, sem explicação, aos poucos sumiram do nosso convívio.
Desenvolvimento e crescimento económico pessoal: aquilo que nos transforma em máquinas automáticas de trabalho, sem tempo para a amizade e para olhar em redor, que nos leva a uma vida vazia e sem sentido emocional.
Verdadeira amizade: espécie em vias de extinção, poucos exemplares existem já no mundo inteiro, e à medida que cada um deles desaparece, a esperança e a vontade diminuem como que uma vela que lentamente se apaga.
Inocência: aquilo que temos quando somos crianças, se é que alguma vez temos, e que rápida e brutalmente se perde à medida que crescemos.
Saudade: aquilo que eu sinto dos meus amigos, aliás, daqueles que pensei um dia serem meus amigos e que, sem explicação, aos poucos sumiram do nosso convívio.
Desenvolvimento e crescimento económico pessoal: aquilo que nos transforma em máquinas automáticas de trabalho, sem tempo para a amizade e para olhar em redor, que nos leva a uma vida vazia e sem sentido emocional.
20 fevereiro 2006
O que é belo?
O conceito de beleza das pessoas parece estar programado.
Felizes dos que conseguem ver a beleza para além disso.
Felizes dos que conseguem ver a beleza para além disso.
17 fevereiro 2006
Tenho estado afastada! Simplesmente porque neste momento tenho outras prioridades. Mas, eu voltarei!
15 fevereiro 2006
Pedaços de Solidão
Enquanto se pensa que a solidão constitui algo aterrador e a vida não será com certeza tão maravilhosa, apercebemo-nos que às vezes é demasiado difícil lutar contra ela. Descobrimos que a vida não deixa outro destino. Lutamos por um sonho e à custa dele poderemos estar condenados a uma vida cada vez mais só. Esclarece-se que à volta há pessoas, que nos rodeiam… há pedaços de sociedade, há vidas em comum, lutas diárias… À custa dessas lutas distanciamo-nos da família, dos amigos, das coisas, dos pensamentos. Vivemos grudados no trabalho, pois isso dá-nos prazer... é ser um pouco melhor em cada dia…. Depois do trabalho alinhado, restas nos o conforto do lar, envolvido por paredes, onde à espaço para um telemóvel e para uma televisão. Pedaços de companhia, que às vezes não chegam ou que não aquecem como na vida real.O tempo vai passando e às tantas questiono-me se não me habituarei a esta pequena solidão. Desconhecendo o futuro, conheço a realidade dos professores em Portugal e não abdicando da minha profissão poderei viver assim por muito tempo. Novos lugares, novas pessoas, até novos amigos. Mas ainda assim pedaços de solidão.
Afinal não é assim tão aterrador, a solidão também pode ser uma aprendizagem.
Enquanto se estuda à espaço para a aventura, a descoberta, a partilha. Enquanto se trabalha à espaço para responsabilidades, obrigações, princípios. E isso limita muita coisa.
O que não quer dizer que seja menos feliz, até porque o ser humano tem uma grande capacidade de adaptação e habituação, apenas a vida toma um rumo diferente do esperado.
E será a distância o único factor causador de tal sina?Quantos adultos grudam no trabalho e “esquecem meio mundo”?!
13 fevereiro 2006
SENTINDO SAUDADES...
Saudade não se teoriza, se sente. É presença da ausência. Mas há saudade e saudade. Saudade cruel e saudade doce, boa. A saudade cruel é aquela do que está longe. Do que vislumbramos, conhecemos até, mas não temos dentro de nós. Essa dói, machuca, tira o sono, maltrata, rouba o riso, modifica o olhar, entristece. Mas não é saudade, de facto, é falta. Falta do que, ou de quem não se têm. Falta é verbo que tem cheiro de vazio, é lacuna; saudade é substantivo que se transforma em advérbio de intensidade, intensidade do sentir. É sensação, é plenitude, é lembrança. E somos afortunados. Não há em outra língua verbete para traduzir esse sentimento.Saudade boa, saudade, essa é doce. Dói? Dói sim, mas não é cruel,é uma dorzinha boa de sentir, leve, que enche o peito. Faz sonhar, sorrir, eleva o olhar para o passado, gera suspiros e é, como afirmei, presença da ausência. É presença do que, ou de quem, tivemos e teremos sempre dentro de nós.Longe eu sinto saudades do céu, do mar, da minha terra. Porque eles estão dentro de mim.Então é um sentir bom. E que pede música e que a música atrai. Saudade é identificação da ausência. E nada torna mais presente o que está ausente do que sentir saudades. Saudade é vida. Só morremos quando esquecidos, quando não somos mais ausentes em ninguém e isso quer dizer que não existimos mais em nenhuma memória.Saudade boa é consciência de algo ou alguém. Não sentimos nunca saudades do que não nos emocionou, provocou sorrisos, prazer, amor, êxtase, sentimentos verdadeiramente bons.E as músicas, os poemas, os textos, as canções, não servem para outra coisa senão para traduzir o que não conseguimos definir; para falar por nós, ratificar o que sentimos. Então, se por acaso lhe vem à mente uma música antiga ou actual, brega ou moderna, ou se uma paisagem ou um céu estrelado ou uma imagem do passado ou de alguém, lhe surgir na mente; ou se um trecho de um poema, de um texto qualquer, lhe provocar um suspiro, e de repente você sentir saudades. Não se espante, nem se entristeça. Aproveite. Agora se alguém disser que sente saudades de você, comemore duplamente. Triste é não ter do que ou de quem sentir saudades. E mais triste ainda é não deixar saudades em ninguém.
(Maine Virginia Carvalho)
10 fevereiro 2006
Sacrifícios e sacrificados
Em prol de uma amizade, de princípios interiores, de desejos maravilhosos….Esforçamo-nos, damos o nosso melhor. Esforçamo-nos porque queremos, porque gostamos e não abdicamos disso por nada.
Esquecendo-me até do resto, que é o principal. Se eu penso mais nos outros do que em mim… É porque não gosto de mim, é porque gosto muito dos outros, ou é porque gosto mais de mim se gostar muito dos outros?
Opção três.
E o que implica gostar?!.. Para mim, muito, mas sobretudo fazer…Esforçamo-nos… mas há coisas que faço que poucos valorizam ou compreendem…talvez lhes falte aquela sensibilidade miudinha. Que parece esquisita ou até exigente, mas que para mim é fundamental.
Questões feitas pelo tempo…Passagens ao longo da vida ditam-me desilusões (algumas perfeitamente compreensíveis)… as lutas pelas amizades são muito desiguais. Uns acomodam-se mais, uns lutam menos, outros vibram mais. Há até quem dê importância a pormenores, que poucos vêem ou sentem.O essencial é invisível aos olhos…tantas vezes o essencial passa despercebido.
Questões feitas pelo tempo…Passagens ao longo da vida ditam-me desilusões (algumas perfeitamente compreensíveis)… as lutas pelas amizades são muito desiguais. Uns acomodam-se mais, uns lutam menos, outros vibram mais. Há até quem dê importância a pormenores, que poucos vêem ou sentem.O essencial é invisível aos olhos…tantas vezes o essencial passa despercebido.
Descobri que tenho uma grande capacidade de “ver” o que poucos conseguem ver ou até dizer. E isso não me torna mais especial, talvez só mais atenta.Essa característica permite-me fazer mais ou menos consoante a mensagem que me é passada e o valor que essa pessoa terá para mim…Tenho um faro para algumas coisas que até a mim me impressiona. É fantástico conseguir decifrar o que está “entre linhas”. Ainda que às vezes seja complicado traduzi-lo em palavras…






