A Igualdade começa em si
Consta no dicionário que a palavra MOBILIDADE caracteriza o estado daquilo que é móvel ou que obedece às leis do movimento e que a ACESSIBILIDADE é definida pela facilidade na aproximação, no trato ou na obtenção. Isto, para dizer que se para muitos a mobilidade é condicionada, para todos é preciso criar acessibilidades.
É verdade que reclamamos dos nossos líderes governamentais medidas curativas nos espaços das nossas cidades, vilas, aldeias, instituições... e que muito ainda está por fazer. Pretende-se que até 2010 a Europa se torne inclusiva para todos, sem qualquer excepção, mas faltam apenas três anos e Portugal corre a um ritmo muito lento para fazer parte desta Europa.
E enquanto estas medidas curativas vão chegando devagar, para os passeios demasiado altos, para os degraus inacessíveis, para os passeios com obstáculos (sinais, árvores, marcos do correio, esplanadas, carros...), para as instituições...entre outros, cabe a cada um de nós intervir, no sentido de dar conhecimento destes espaços sem acessibilidades, reclamando soluções. Também podemos adoptar medidas preventivas no sentido de acabar com as limitações e com a exclusão. Então imagine que vai fazer uma casa, será que precisa de pôr aqueles degraus que não facilitam a entrada do carrinho do bebé, será que não pode tirar os vasos para receber o pai que anda com canadianas, será que não pode deixar as portas com a largura suficiente para a passagem da cadeira de rodas...são exemplos do que se pode evitar para tornar a sua casa acessível a todos. Temos ainda que pensar mais nos nossos actos para proporcionar acessibilidades, o carro precisa mesmo de estar em cima do passeio?
É preciso multiplicar sensibilidades, dar visibilidade ao problema, não ignorar o outro que enfrenta dificuldades hoje, mas que amanhã também poderei ser eu. E se acha que este é o problema de uma minoria e que não merece a sua preocupação, registe este dado: 60% da população tem mobilidade reduzida. E dos 40% restantes muitos têm-na em algum momento da vida. Pensem nas crianças, velhinhos, deficientes, doentes, grávidas,...
Não precisamos falar mais de igualdade de oportunidades, precisamos é de fazer as igualdades.
Pode consultar www.rededemobilidade.org

