All for love

02 dezembro 2005

"Lembra-te que tens de morrer!"

Não apetece lembrar?
A morte continuará a ser sempre difícil de suportar e aceitar, apesar de ser uma realidade.
A vida está cheia de imprevistos de toda a espécie, que podem sofrer alterações impensáveis. A morte é certa, todos temos que morrer.
O facto é que passamos a vida em plena correria, procuramos não pensar muito, até porque na maior parte dos casos, pensar causa sofrimento. Queremos estabilizar a vida e depois, mais dinheiro. O dinheiro…depois de termos 100, queremos 200, depois do computador, o carro, a casa. Na maioria das vezes prescindimos de estar com os filhos, com os pais, com os amigos, pois precisamos de juntar mais dinheiro, mais bens. A certa altura, a vida torna-se banal e então… uma viagem, isso é que causa boa imagem, isso é que deve ser muito divertido. Pensamos ir até Lisboa, mas a Espanha fica na mira e logo que possamos queremos Brasil, Cuba, Inglaterra….
Decididamente, precisamos de mais dinheiro, temos que trabalhar mais: o carro em segunda mão já não serve, o quarto em casa dos pais é pequeno, as roupas estão fora de moda… trabalho e dinheiro, dinheiro e trabalho.
Surge um problema, que talvez muitos nem dêem conta, afinal a correria é tanta: o tempo. Não temos tempo de rezar, de estar junto de Deus, de rir, de “olhar”, de abraçar, de conversar… e depois quando menos esperamos, morremos!! Acaba tudo, pelo menos por cá. Fica cá o dinheiro, os bens e mais que tudo, as acções. E se a morte é certa, a vida é aquilo que fazemos dela. Os que cá ficam provavelmente vão gastar o dinheiro, dividir os bens, vão sentir a perda, mas vão de certeza matar as saudades recordando as acções. O tempo que se passou com os filhos, as brincadeiras com os amigos, o calor do seu corpo, o carinho das suas palavras...
O verdadeiro valor da vida está naquilo que construímos enquanto pessoas e naquilo que damos aos outros. Para tudo isto, convêm não esquecer o amor de Deus e tudo o que ele nos ensina. Ponham a vida nas mãos de Deus, não existimos por mero acaso, estamos aqui para construir. E o tempo, é necessário.

1 Comments:

At 12/10/2005 5:15 a.m., Blogger Tiago Krug said...

É tão bom sermos mais para fora de nós.
É tão bom enchermo-nos dos outros e sorrir com eles.
É o que dá sentido à vida! A amizade... o amor...
Faz-nos sentir cheios e completos!
Ajuda-nos a sonhar e a olhar o mundo como o que ele tem de mais bonito.
E é isso que mais importa. Tudo o resto, tem de existir, mas é resto.
E quando o conseguimos, acho que nem nos preocupamos de um dia vir a morrer, porque fomos sempre o melhor que soubemos ser, deixamos melhor que podiamos deixar e viveremos eternamente enquanto se lembrarem de nós com carinho.

Obrigado pelo texto! Obrigado pela identificação que me disseste sentir no outro dia! Obrigado por não desistires desses sentimentos bonitos.
Beijinhos! =)

 

Enviar um comentário

<< Home