Ok! Mistério parece não ser comigo. Talvez seja mesmo uma questão de falta de confiança. O feedback é muito importante para termos a certeza de estar no caminho certo, mas a sua dependência pode tornar-se perigosa. A falta de mistério pode tornar uma pessoa aborrecida e até chata.
Talvez seja só uma necessidade brutal de falar, de quebrar o silêncio, apesar de concordar com a sua importância. E convenhamos que falar da vida alheia não é algo que me pareça cativar.
Falar do tempo pode tornar-se no mínimo repetitivo ou banal. E do dia a dia? Se o dia a dia é quase sempre igual. Ou se o meu dia não tem interesse para a maioria. Se pensar que me agrada falar dos meus meninos durante algum tempo e se esse assunto me parecer aborrecido para algumas pessoas, só poderei restringir-me a um leque de amigas educadoras de infância?
Não entendo bem, mas as pessoas que mais me amam dizem que me exponho demasiado, e avisam-me dos perigos iminentes que isso pode acarretar. Passo o tempo a lembrar-lhes que isso é algo que me caracteriza e se eu sou honesta comigo, o que tenho a temer. O que eu sei é que depois destas conversas fico perturbada. No fundo acredito que eles têm razão, só que há que há coisas que não se alteram, parecem fazer inevitavelmente parte de nós.
Precisaria lembrar-me, tipo aviso iminente de cinco em cinco minutos… segredando-me, não contes demasiado, não fales muito de ti.
No mínimo, pareço uma adolescente de cada vez que comento algo com uma pureza que alguns desconfiam. Por acaso reparo em algumas caras esquisitas, de espanto, de desconfiança, quem sabe. Mas também em alguns uma certa preocupação pelo meu estado senil. Não sei mais o que vos diga, caminho por estradas incertas, busco conhecimentos por toda a parte e desejo ser sempre melhor. Quem sabe esse não será o meu principal erro. Vou ficando sempre com dúvidas, dando demasiada importância ao que os outros dizem. E perco demasiado tempo com isso, já tenho o mundo todo disposto a criticar-me, será que preciso dedicar-me tanto à minha autocrítica?
Acredito que quem me conhece bem, gosta de mim. Quem me conhece mal, desconfia. E quem não tem muita boa vontade crítica. É difícil agradar a todos, mas parece ser mais difícil agradar-me a mim.
Há dias em que estou disposta a ser assim, tal e qual, a tipo fala barato, mesmo demasiado barato. É tão bom sentir-me assim, leve. No entanto, em outros sinto-me pesada com o risco que corro por ter falado demais… Bolas!! Será que agora tenho que medir as palavras. O melhor seria então encerrar o meu blog. Ou melhor, falar de todo o mundo, excluindo-me a mim!!
Não! Desconheço o que se passa na tua cabeça, mas vou tentando perceber o que vai cá dentro.
Ah! E eu estou bem, a sério, é bom ter dúvidas, ajudam-nos a crescer e elas mantêm-nos na linha da aprendizagem.
Talvez seja só uma necessidade brutal de falar, de quebrar o silêncio, apesar de concordar com a sua importância. E convenhamos que falar da vida alheia não é algo que me pareça cativar.
Falar do tempo pode tornar-se no mínimo repetitivo ou banal. E do dia a dia? Se o dia a dia é quase sempre igual. Ou se o meu dia não tem interesse para a maioria. Se pensar que me agrada falar dos meus meninos durante algum tempo e se esse assunto me parecer aborrecido para algumas pessoas, só poderei restringir-me a um leque de amigas educadoras de infância?
Não entendo bem, mas as pessoas que mais me amam dizem que me exponho demasiado, e avisam-me dos perigos iminentes que isso pode acarretar. Passo o tempo a lembrar-lhes que isso é algo que me caracteriza e se eu sou honesta comigo, o que tenho a temer. O que eu sei é que depois destas conversas fico perturbada. No fundo acredito que eles têm razão, só que há que há coisas que não se alteram, parecem fazer inevitavelmente parte de nós.
Precisaria lembrar-me, tipo aviso iminente de cinco em cinco minutos… segredando-me, não contes demasiado, não fales muito de ti.
No mínimo, pareço uma adolescente de cada vez que comento algo com uma pureza que alguns desconfiam. Por acaso reparo em algumas caras esquisitas, de espanto, de desconfiança, quem sabe. Mas também em alguns uma certa preocupação pelo meu estado senil. Não sei mais o que vos diga, caminho por estradas incertas, busco conhecimentos por toda a parte e desejo ser sempre melhor. Quem sabe esse não será o meu principal erro. Vou ficando sempre com dúvidas, dando demasiada importância ao que os outros dizem. E perco demasiado tempo com isso, já tenho o mundo todo disposto a criticar-me, será que preciso dedicar-me tanto à minha autocrítica?
Acredito que quem me conhece bem, gosta de mim. Quem me conhece mal, desconfia. E quem não tem muita boa vontade crítica. É difícil agradar a todos, mas parece ser mais difícil agradar-me a mim.
Há dias em que estou disposta a ser assim, tal e qual, a tipo fala barato, mesmo demasiado barato. É tão bom sentir-me assim, leve. No entanto, em outros sinto-me pesada com o risco que corro por ter falado demais… Bolas!! Será que agora tenho que medir as palavras. O melhor seria então encerrar o meu blog. Ou melhor, falar de todo o mundo, excluindo-me a mim!!
Não! Desconheço o que se passa na tua cabeça, mas vou tentando perceber o que vai cá dentro.
Ah! E eu estou bem, a sério, é bom ter dúvidas, ajudam-nos a crescer e elas mantêm-nos na linha da aprendizagem.


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