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27 abril 2006

A televisão: a ama electrónica e o Deus lá de casa

O que esconde uma família?
A televisão como programação de destaque das nossas vidas, como o descanso da alma, o não pensar, como algo cultural e como a cultura do faz igual aos outros. Um clic e já está. O fascínio por quase tudo desde que não seja telejornal. Um clic nos sonhos, um clic no apagar dos pesadelos, uma fuga à realidade, até um escape ao trabalho, a concentração num prazer.
Uma dependência da criança e do adulto. Uma quebra da comunicação familiar. Uma condicionante de comportamentos, um rouba tempo….
Um “AGORA NÃO, estou a ver o telejornal”, um “AGORA NÃO, estou a ver a novela”, um “AGORA NÂO, é aquele jogo magnífico”, um “está CALADO que eu quero ouvir”…. Uma TV que manda em casa, que está quase em todo o lado: na sala, na cozinha, até no quarto…
Mais grave, até um entretenimento de crianças: “Vai ver televisão e NÃO me CHATEIES” ou um pensamento «Enquanto ali estiver está calado e sossegado». Um esquecimento que a televisão deve ser vista pelas crianças com o acompanhamento dos pais, que devem ter capacidade de argumentação e critica fundamentada. Que nem tudo o que se vê é lei… A criança só saberá disso se lhe explicar. É urgente evitar os consumos passivos. É necessário dialogar, trabalhar, construir.
Nenhuma família pode pendurar um letreiro à porta a dizer: “Aqui não há problemas”. Eu também sei.
Mas a verdade é que estão a acabar os rituais familiares (o jantar em família, o passeio em família, as festas de anos, o ir à praia juntos). As simples e pequenas conversas…O professor sabe mais do seu filho do que você mesmo? O seu filho prefere ver televisão do que falar consigo. Então é MUITO GRAVE!
É verdade que cansa acompanhar os filhos, é uma tarefa complicada. As crianças, os adolescentes exigem muito de nós. Mas não tenha medo de falhar, porque é melhor um pai e uma mãe que falhem, do que uma televisão a tentar substituir-vos. A televisão não AMA e ninguém pode viver sem amor. As boas relações afectivas permitem-nos uma saúde mental, e doí ver tanta gente doente, tanta criança carente…
Não devemos “virar as costas a ninguém”. Precisaremos sempre de “colo”, seja ele mais objectivo ou subjectivo. O saber que gostam de mim é muito importante em termos de saúde mental.
Uma criança com mau comportamento está só a dizer: “Eu estou viva, preciso de atenção!”. Não se distraiam com a TV.

1 Comments:

At 4/29/2006 2:27 p.m., Blogger Pedro said...

Que belos tempos em que se ia em familia para a praia ou fazer uma bela amoçarada todos juntos. Agora os tempos mundam as pessoas mudam, as relações detrioram-se, os pais cada vez mais "deixam ao deus dará" os filhos, fazem com que se sintam perdidos o que leva a que se agarrem à televisão e ao computador. Que bom que é dar um belo passeio pelo bosque ou passear à beira mar...

 

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