Famílias e Escolas, aquele assunto!
As famílias demitem-se cada vez mais da sua função. As nossas famílias quase se especializam em tornar as crianças incompetentes. Os pais estão muito preocupados com a pressão, associada à super protecção ou rejeição, provocadas pela falta de confiança na criança. As crianças são cada vez mais dependentes e tristes. Reparem na alegria de uma criança quando lhe dizemos: “Boa, já não tens fralda!”, “Parabéns, comes sozinho!”, “Obrigado, por me ajudares a pôr a mesa!”...
“A criança passou a ser vista como um investimento, o consumo mais caro…”Sim, é verdade, coisas não lhes faltam, mas para que servem essas coisas? Distraem-nas, ocupam-nas...e depois? E as regras, a estabilidade afectiva, o desenvolvimento cognitivo e motor, a autonomia pessoal, a independência?...
De repente, a Escola ficou sozinha…mas a culpa não é da escola…”toda a gente se pirou”…e a escola passa a ser responsável por tudo. Os pais não investem na autonomia, talvez por acharem que é mais rápido e fácil fazer, do que ensinar a fazer. Assim, os professores necessitam de apostar mais na autonomia. Mas afinal qual é a função da escola? Será que os professores têm que ser também pais dos filhos dos outros? Os professores precisam cuidar-se um pouco: separar a escola da família (os professores também têm família). Há que ser generoso, mas não suicida. Os professores são professores e não médicos, psicólogos, terapeutas e muito menos pais!!
E não se esqueçam que em cada sala não há só uma criança, mas muitas. Com 20 crianças, por exemplo, é complicado ter em conta e juntar as particularidades. Se não nos ajudarem, as crianças ficam em perigo. O objectivo é o mesmo, mas as funções não.
Temos que nos juntar e mexer porque…Ninguém se salva sozinho!


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home