All for love

30 setembro 2005

Delete...

Na vida é tudo um tanto ou quanto relativo... Se pensar em 100 ainda sou muito nova, mas se pensar em dois já não sou assim tanto....Mas bem!! O certo é que cada vez sei mais sobre o mundo, apesar de ainda saber muito pouco...cada vez me conheço melhor, mas não deixo de me surpreender. Se é bom ou mau, não sei bem!! O meu organismo tem um mecanismo de defesa contra pessoas que me magoam ou desiludem!! É incrível, mesmo!! Chega a ser cruel....
Não consigo “odiar” ninguém, pelo menos, por muito tempo, pois acabo por perdoar tudo e no fundo desejar o melhor para toda a gente.

No entanto, nem tudo é bom. Reparem: em tempos tive uma colega de estágio que me “infernizou” a vida...sabem o que nos aconteceu? Fiquei magoada, sofri, foi mesmo duro.... Take 2: Conhecem com certeza a tecla Delete e sabem a sua função!!?? Passado algum tempo e bem de repente, desaparece a raiva, a mágoa ....nem há desejo de vingança, nem que a sua vida lhe dê o castigo merecido...essa pessoa passa a ser-me completamente indiferente... bem, talvez fique como um conhecido qualquer que “nem aquece nem arrefece”. Para terem uma noção da crueldade da situação... já aconteceu nem lembrar do nome...
Fico assustada, pois a rapidez com que o faço é tipo do dia para a noite. Sofro e sofro e de repente: clic! E porque já aconteceu com pessoas que amei muito. Um mecanismo de defesa...talvez algo injusto... ou até coisas de escorpião....
Tentarei não ficar muito preocupada, pois sei que no fundo serei incapaz de negar o que quer que seja a essas pessoas, afinal ALL FOR Love?! ....E que sejam todos felizes... mas o significado que essas pessoas tinham para mim, esse jamais será o mesmo!!
È verdade que quando amo dou tudo, mas quando “deixo de amar”, revelo-me muito vazia ou indiferente. Desculpem qualquer coisinha!!!
Por isso, certas promessas de amizade deixarão de fazer sentido. Contudo, sei que me esforço para ser uma excelente amiga, o problema é quando deixo de me esforçar!!!....Acabam-se as pilhas....

29 setembro 2005

Devemos desconfiar do amor que nasce antes de criar raízes: o fogo incipiente apaga-se com pouca água.

(Ovídio)

28 setembro 2005

2*men= a diferente

Este dia marca um novo passo na minha vida, acabo de alugar quarto. Localização: sexto andar. Companhia..... Vou viver com dois rapazes que não conheço de lado algum....uma experiência que será no mínimo diferente!!!

27 setembro 2005

Comentários sem ser nos comentários

Houve quem ficasse preocupado com o “pedaços” e também quem achasse um pedaço bem longo...
Meus amigos, não acreditem em tudo o que lêem e muito menos fiquem preocupados!
Foi só mesmo um pedaço...

26 setembro 2005

O amor é uma actividade, não um afecto passivo; é um acto de firmeza, não de fraqueza...é propriamente dar, e não receber.

(Erich Fromm)

23 setembro 2005

Pedaços...

E a vida inicia quando menos se espera e quando quase se desespera em querer a presença daquele...que a fará mais feliz....que a fará vislumbrar o mundo com outros olhos..
Não, não foi aquele lindo dia em que a sua mãe a libertou do seu ventre, nem o dia em que se formou, nem sequer tão pouco, aquele conjunto de dias especiais... nasceu no dia em que achou que alguém a iria amar de verdade...coisa pouca?! Quem seria capaz de acreditar na possibilidade da realização desse sonho?
Há quem sonhe com coisas e coisas... mas também existe alguém que deseja apenas amar e ser amado...sem mais nada...só com amor....pois só o amor pode encher o peito de um sonhador deste tipo...
Quando se deseja muito algo, faz-se de tudo voluntária ou involuntariamente para o conseguir, sem no entanto, passar a barreira...pelo menos para quem apenas quer viver cumprindo com a vida......então faz-se de tudo ou quase tudo, até o dia em que se é obrigado por forças maiores a desistir... a desistir de um sonho como se desiste de uma vida... a deixar o mais importante para ficar com quase nada!!
Há aquele dia em que se conhece a força do amor, e depois o dia fatídico em que se tem que abdicar dele....todo o resto perde a cor, perde a magia...e o sorriso que traz de volta a vida, desaparece, como se alguém fosse capaz de viver verdadeiramente sem ele...
O ser humano quer sempre mais... mas também há aqueles que querem sempre melhor, uma vida melhor, um mundo melhor, um sonho melhor, uma vida plena... parece sempre impossível, mas vai-se tentando...depois até se consegue alcançar e a parte melhor sabe tão bem que se deixa de conseguir imaginar viver sem ela....quando não tem mais volta, todo o resto que também era para ser o melhor, sabe a pouco, sabe a quase nada. E a energia que alimentava a vida fica adormecida para quase sempre...até o dia em alguém a abana tanto, em quem alguém reclama tanto o seu sorriso, que se deixa aquela ideia e se tenta viver a parte melhor, mas pensando, que essa nunca será melhor.
As pessoas são demasiado egoístas e talvez por isso as relações tenham cada vez menos futuro...mas incrivelmente à aqueles que apenas começam a ser egoístas depois de descobrirem as relações sem futuro...ficam a viver apenas com aquilo que restou: a pura desgraça. O egoísmo começa quando se recusam a partilhar a sua dor, uns porque pensam serem incompreendidos, outros porque acham que a dor não é coisa que se partilhe...afinal, o que há de melhor na dor?!
Parece tudo tão dramático!! Mas afinal, alguém morreu? Talvez tenha morrido um pouco de cada um....
Escreve na esperança que as palavras libertadas a libertem do seu sofrimento, que fez com que a sua vida dê-se uma volta de 360º graus negativos...tudo ilusão....tantas outras coisas ficarão por dizer, por explicar, por entender...tantas memórias presas a um vazio ..agarradas a uma caixa que não pode mais ser aberta...como se de lá saísse uma força derrubadora... o que pode ser pior? O que teme ou o que simplesmente vive?!
Apenas se quer muito e se deseja muito pouco, um príncipe quase impossível de encontrar e depois um, que passa por si, e a impossibilidade de o agarrar...ninguém lhe pertence...não pertence a ninguém....mas acha-se que a presença já significa pertença.. mesmo quando muitos quilómetros se metem pelo meio, ainda pode haver presença... ainda assim, não há pertença.
Contos de fada? Talvez quem esteja muito habituado a contá-los acredite! Esperanças ou fés....nada existe realmente...é tudo passageiro...não valemos nada e somos tão importantes. Quer-se tanto VIVER, mas deseja-se a morte...quer-se tanto lutar, mas desiste-se a cada queda...como se nada tivesse mais volta... e tem?
Aquela dor, afinal não é metafórica e quase pensa consultar um especialista. Assusta-se...o medo, sempre o medo!! Será que se pode morrer por sofrer de uma doença tipo amor negativo vezes amor positivo? E será que alguém virá ao seu funeral com uma morte causada por uma patologia dessa natureza?! Será que alguém vê que se “morre”?! Não andarão todos imensamente ocupados, não andarão demasiado cegos com tantos pares de óculos?! Mas será que alguém interpreta o que lhe vai na alma?! Quando só umas olheiras, uns quilos a menos, a falta de sorrisos, a falta de ideias ou sugestões, a falta de paciência ou de sonhos são visíveis!?
Talvez por isso alguém que sofra disto se sinta tão só... todos entendem, mas ninguém vive assim...todos vivem de modos diferentes...todos se querem entender...mas ninguém se entende... existe aquela linguagem maravilhosa do amor...mas quando se fica sem um amor, não há linguagem que comunique connosco de verdade... tudo soa a vazio!!
Todos ensinam:“ A VIDA TEM QUE CONTINUAR!”. Mas quem é que acredita nisso? Quase todos o dizem, mas ninguém é realmente capaz de o fazer. Quantas feridas ficaram por curar? Tem-se que tentar ajudar.. e a intenção é que tem que contar... é tudo disparate... já ninguém acredita no que diz.... enganam-se todos os dias, ocupam-se o mais possível... e eis que se para e se chora sem perceber porquê? PORQUÊ?
Às vezes sente que se faz de vítima... todos passam por isto de vez em quando, de uma forma ou de outra....quantos não sofrem em silêncio desilusões dessa natureza... Tenta pedir socorro ou protecção? Está mesmo difícil!! Tenta desculpar-se de uma culpa de que não tem culpa? Ou será que tenta pedir-lhe uma segunda oportunidade?! Sabe que era isso que mais desejava, mesmo sabendo que todo o seu sofrimento teria sido inútil.... no segundo em que pensa “ACABOU” uma última lágrima cai, mas será que é mesmo a última?! As certezas são poucas, mas sente-se possuidora de um pequeno oceano construído com as lágrimas salgadas do fim do amor do seu amado.... quando for possível pôr fim ao seu amor, esse oceano já será grande de mais para ficar cá na terra.... e ela espera poder libertar-se dele para sempre..
Fica a frase que diz: “um primeiro amor pode não passar nunca, mas acaba sempre”. ...pelo menos para ela acabou...
Depois recorda-se o dia em que se conhece alguém especial, e não é aquele dia, o primeiro ou segundo ou até o terceiro. É um dia qualquer, numa circunstância qualquer, em que se vê o especial de tudo. É ele, ela sabe que é ele, ou se não sabe, quer descobrir. Então dá-se um passo em frente ou até dois ou três...pelo menos parecem gigantes para quem está habituado a calcular todos os passos. Existe o medo, existe sempre o medo, mas arrisca-se porque se quer arriscar.
O primeiro beijo acalma o medo, liberta o desejo e já não se quer parar. Ainda fica o medo, pelo menos a sua sombra. Se as certezas não existem, persiste o medo. A partir daí, busca o conhecimento, não para se tornar crítica, mas para saber o que de melhor pode ser para aquele alguém especial. Não se quer tornar diferente, apenas dar o seu melhor, sabendo o que é melhor para o outro.
Os dias passam, comemoram-se esses dias como vitórias ou até como prémios de quem não acreditava, mas esperava pelo especial. Combina encontros, mas também há desencontros. Procura o prazer, mas sempre receosa de quase tudo. Afinal, aquele maldito livro de instruções para coisas especiais não existe de verdade. Talvez as coisas especiais não tenham traduções ou passos, por serem tão especiais e únicas.
Os meses vão passando e algures no meio desse tempo surge um segredo ou talvez apenas expressões carregadas de medo. O efeito é devastador e a paz, a harmonia esgotam-se para mais tarde regressarem com um pequeno disfarce. Escondem-se os medos e as incertezas, adiam-se as decisões ou explicações inexplicáveis. Caminha-se ou tenta-se caminhar no mesmo sentido, mas os passos são cada vez mais incertos, mais inseguros, mais baralhados.
O tempo vai passando....comemoram-se os meses, vive-se o melhor ou vai-se vivendo...pelo meio, as distâncias, os sacrifícios, mas também as surpresas, as esperanças, as alegrias...o reconforto da alma! Tudo vai ilusoriamente passando, pelo menos faz-se por isso. O ser humano vive enganado! Depois faz essa descoberta ou até pensa que a faz, e a desordem instala-se.
Medem-se as consequências, apuram-se as causas, fazem-se promessas... promessas de amor.. divinal! Deveria ser divinal...se esse amor fosse a dois, de mão dada pelo caminho da vida. Alguém tropeça ou tropeçam os dois. O amparo para a queda é procurado longe de tudo, perto de quase nada, distante do mundo, num mundo só seu. Onde até então, habitava um sonho, que deve ficar esquecido para sempre.
Mas o que é sempre, se sempre lhe ensinaram a ter fé, se sempre lhe disseram que a esperança era última a morrer, se sempre se luta pelo melhor e se esse melhor quer ficar perdido para sempre? O amanhã diz muita coisa, só que nem sempre se ouve o que mais se quer. Por outro lado, não pode viver agarrada àquilo que nunca vai ser dela. Pois se não vai ser dela, deve parar de pensar.
O que fica depois de tudo são as memórias, o vazio, o recordar daquilo que não pode nem deve mais ser recordado. A dor confunde-se com desgraça, a vida confunde-se com morte, a comida confunde-se? Não sabe a nada! Mexe o corpo para não desiludir, nem preocupar quem a rodeia, para cumprir com as suas obrigações ou deveres, para não se sentir mais inútil do que a inutilidade do seu amor para quem já não o pode dar. A vontade confunde-se com o silêncio, o movimento com o sinal invisível dos seus reflexos. O aconchego mais apetecível é a escuridão. Não o escuro de uma sala, de um quarto ou mesmo de um monte de cobertores sobre os seus olhos. Mas o escuro da alma, o fechar dos olhos para um outro mundo onde se pensa que não se sente, que não se vive, que não se sofre. Mais ilusão!
Até pode existir o sono, mas em lugar do sonho regressa o pesadelo. Então volta a viver a dura realidade e até no escuro encontra a dor, contemplada nos olhos daquele especial, que a olha e lhe grita ACABOU!
Mas a vida tem mesmo que continuar e os dias vão passando e a dor parece que se vai acalmando...mais ilusões, apenas as estratégias de ocupação da sua cabeça são mais bem sucedidas...e a esperança da volta do seu amor fica mais fraca. Pergunta-se quanto tempo mais vai precisar...quanto tempo terá que passar para se sentir como antigamente, antes de o conhecer?....Ela sabe que isso jamais será possível! Nunca o poderá apagar da sua vida como uma onda apaga as pegadas na areia,... a sua vida ficará marcada para sempre por ele.
Foi tão maravilhoso, que chega a sentir-se orgulhosa ou até sortuda por se ter cruzado no caminho do seu amor. Só que ela queria mais, muito mais! Chega a sentir-se ambiciosa, o ouro não existe para toda a gente...já não pode querer mais...terá que se contentar com a prata! É tudo muito cinzento, ela precisa da cor....o amarelo é que a faz brilhar. Sente-se como um vidro sujo, baço....da sua janela vê tudo mais escuro.
A resposta ao “Tudo bem?” nunca mais foi bem, identifica-se mais com o menos da expressão “mais ou menos”....
Pergunta-se como andará o seu amor em busca de outra vida. Sim, parece que se tem que mudar de vida, que já não se consegue ser como antigamente.
Deseja continuar a ser sua amiga, mas é lhe demasiado doloroso.
Tantas vezes recusou viver experiências de amor com outros e agora que estava disposta a tudo, enganou-se....
Agora não lhe apetece tentar mais encontrar príncipes, mas tem medo da solidão.
Já desistiu de comer, de tentar ficar bonita, de fazer desporto, de se aperfeiçoar no seu trabalho, de lutar, de sorrir...o medo instalou-se e não vê a hora de se libertar dele para dar espaço à vida.
Teme ser alguém desinteressante...se se perde o interesse pela vida e por nós próprios, deixa-se de ser interessante.... as pessoas deixarão de olhar para dentro de si, pois já nada lhes “salta à vista”, já não as cativa. Fica escondida...tenta-se proteger do mundo e fica cada vez mais perdida.
Não adianta enganar-se, já nada mais será igual...por fora até pode ter o mesmo aspecto...mas o sentimento que está dentro de si muda tudo e torna tudo diferente.
Os outros...dizem-lhe coisas especiais, fazem críticas sem saber, ou vão-lhe dando apoio...é mentira, pois cada vez que lhe dizem “tens que o esquecer”, obrigam-na a recordar que acabou! E ela fica ainda pior.
«Depois conheces alguém especial.. ainda és nova...se ele não gostava de ti....foi melhor assim...o que não falta por aí é homens...tens tempo...»TRETAS!
Está tão desiludida...
Sente tanto a sua falta...
Queria aquele abraço...só que era o abraço para a vida e não apenas meio abraço...
Há uma música que ouve quase todos os dias...pelo menos naqueles em que não é capaz de a recusar....então sonha estar nos seus braços como se ele ainda pudesses ser o seu angel.... e chora porque não pode ser mais...ou pelo menos não pode recorrer aos seus braços.
Quer sonhar mais um pouco... Sabe que jamais poderá ser perfeita, mas tentou sempre fazer tudo bem na vida...e acha que não merece uma história com um final destes....
Recorda que sempre achou os mais sofredores os que tinham um coração melhor.... mas no fundo, todos sofrem! É claro que uns têm mais sorte que outros...mas a vida reserva sempre umas surpresas para todos.
Sabe que está a ser injusta... vê apenas aquilo que quer ver...e as coisas boas que tem, tornaram-se invisíveis....
Passaram os dias, as semanas, os meses... ainda tem saudades dele...ainda chora...ainda se lamenta...mas ainda tem esperança e ainda sonha...mais um erro....sabe que ainda o ama.. mas também sabe que ele ainda não a ama... sabe....mas faz paragem de pensamento. ..e se...
A resposta ao seu pedido silencioso vai ser um grande “NÂO”.... sabe que ainda vai chorar por um tempo e que lhe vai custar acostumar à ideia....
Espera que ele seja muito feliz....com tudo ou com nada do que mais precisar....
Também sente raiva dele, por tudo o que ele a esta a fazer passar, por não lhe dito logo as suas intenções, antes dela se apaixonar.
É completamente ridículo ver duas pessoas que se gostam a separarem-se porque... nem sabe bem porquê...
Espera estar enganada mas vê nos seus olhos que ele gosta de si.....
Espera que ele não se arrependa de nada, porque por sua causa deixaram de ser namorados felizes.....e perderam um futuro que poderia ser simplesmente maravilhoso!!

ALL FOR LOVE AGAIN...

22 setembro 2005

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.

(J. L. Lorda)

21 setembro 2005

Eu já não gosto...


Eu já não gosto de chegar a horas, porque tenho sempre que esperar pelos atrasados.

Eu já não gosto de cumprir os limites de velocidade, porque tenho sempre que levar com ultrapassagens de alto risco mais mal disposição.

Eu já não gosto de ter compromissos, porque já ninguém se compromete com nada.

Eu já não gosto de me lembrar dos aniversários, porque andam todos tão distanciados...

Eu já não gosto de fazer um bom trabalho, porque poucos se esforçam por trabalhar bem.

Eu já não gosto de ter dinheiro, porque é só mais um bem material e não traz felicidade a ninguém.

Eu já não gosto comer saudável, porque sou acusada de fazer dietas e já ninguém se preocupa em comer BEM.

Eu já não gosto de não beber álcool, porque parece que a água cria sapos e quem bebe álcool é muito à frente, ou será... quem não bebe muito atrás....

Eu já não gosto de ter “juízo”, porque já ninguém o têm.

Eu já não gosto de fazer reciclagem, porque parece que sou das poucas que acho que vale a pena.

Eu já não gosto de poupar água, porque os desperdícios rodeiam-me.

Eu já não gosto de fazer desporto, porque causo inveja aos preguiçosos.

Eu já não gosto de abraçar ninguém, porque parece que no menseger é que se está bem.

Eu já não gosto de me vestir bem, porque não quero que reparem em mim.

Eu já não gosto de conversar, porque falo sempre demasiado.

Eu já não gosto de namorar, porque é tudo muito complicado.

Eu já não gosto de amar os outros, porque eles só se amam a si.

Eu já não gosto de crianças, porque dizem que elas dão muito trabalho.

Crise de Identidade?

Dificuldades de identificação?

NÃO!

Eu vou continuar a gostar daquilo que gosto e fazer aquilo que me parece correcto, porque só assim me sinto bem. As atitudes de quase todos, não quero que me pertençam, e os defeitos que também tenho, já chegam para me dar dores de cabeça.
Só que às vezes parece que a maioria é que vai tomar as rédeas da situação e que apesar de não concordar com as ideias da maioria, elas vão acabar por entrar na minha cabeça e derrubar a minha forma de ser.

Mas há sempre espaço para excepções.

20 setembro 2005

Se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me , sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida".

(M. Santamaría Garai)

19 setembro 2005

Actores e espectadores

Assistimos a pessoas a esquivarem-se do trabalho como se fosse apenas obrigação.
Assistimos a pais dispensarem os filhos como se fossem um fardo.
Assistimos a namorados a dispensarem as namoradas como se o amor nunca tivesse existido.
Assistimos a amigos dispensarem os amigos como se estes já estivessem gastos.
Assistimos a pessoas a tratarem mal o seu corpo como se este não tivesse qualquer valor, a maltratar o mundo como se este não tivesse qualquer importância, a ignorar o outro como se ele não existisse.
As “vítimas” somos todos nós e os “criminosos” também... parece uma volta sem volta, parece um futuro sem retorno, parece uma vida sem vida.

Não me identifico nem um pouco com tudo isto e talvez por isso queira desistir, exigir faz-me ruir. Parece que exijo algo que não pode existir e que um dia me tornarei inevitavelmente uma “criminosa”.
Mas sou tão culpada e inocente como todos os outros. Parece que este mundo não me pertence ou que eu não pertenço a este mundo. Mas na realidade, eu falho tanto como todos os outros.

Ninguém é perfeito!!

18 setembro 2005

Vamos crescendo e...

O tempo vai passando por nós e esmorecemos lentamente, mas a um ritmo muito mais acelerado do que o desejado.
Quando somos pessoas demasiado exigentes, dificilmente nos sentiremos satisfeitas, andaremos ansiosas a vida toda e ficaremos sempre com aquela sensação de vazio.

Pois é, estamos a crescer!... Já não vivemos no mundo de sonho de quando somos crianças e já nem tão pouco temos o espírito de luta de quando somos jovens. Olhamos para a camada adulta e interrogamo-nos: “o QUÊ, eu vou tornar-me nisto?”. Não quer dizer que os adultos são infelizes, nem tão pouco piores do que todos os outros... mas, inevitavelmente, acomodam-se às suas vidas, já quase não sonham, já quase não se esforçam, já quase não vivem.
Parece que a vida é mesmo assim...que quando chegamos a uma certa altura na vida, paramos de sonhar...ou que os sonhos se tornam mais pequenos.
Então, alguns vivem numa luta diária contra esse estado de vida, que em quase nada muda, que quase não permite o esforço por um mundo melhor. Cada vez mais se vive a própria vida e se esquece que há mais alguém ao lado, mesmo ao lado.
Afinal, temos que pensar em nós!! “SE EU NÃO CUIDAR DE MIM, QUEM CUIDARÁ?!”
Para alguns isso não existe, é como se a vida deixa-se de fazer sentido, mas é uma luta tão desigual que dá mesmo vontade de desistir. Só que se abdicarmos desse nosso sonho de dar um pouco mais de nós aos outros, sentiremos sempre o vazio. Faltará sempre o melhor!
Não consigo deixar de pensar em vocês, pois sem a vossa felicidade eu jamais me sentirei feliz!

16 setembro 2005

Absolutamente...

Está mais que visto que fazer planos fica sempre a muitos quilómetros da realidade...
I`m Back!!
Esta foi a viagem mais curta da minha vida...e o até breve não era suposto ser tão breve...pensava voltar a ver vos no Natal, mas a vida dá tantas voltas!!
Tinha acabado de me instalar no meu novo quarto alugado para os próximos três meses...algumas horas depois de ter tudo arrumado, voltei a fazer as malas e voltei para casa!
PORQUÊ?
Boas notícias pessoal, estou imensamente feliz...acabaram-se as férias!!
Nos próximos meses terei pelo menos 23 crianças para amar e isso é o bastante para ficar feliz!
Obrigado pelo apoio!!
Para quase tudo ou será para tudo...a esperança a última a morrer?!...
Parece que terão que me aturar novamente, mas eu vou portar-me bem...tenho montes de felecidade para distribuir para todos....

15 setembro 2005

Eis a hora da partida!

Bagagem concluída!!
Levo um montão de pessoas especiais no meu coração e para onde quer que eu vá, elas estarão sempre comigo.
Até breve pessoal!
Não se esqueçam de serem felizes!

14 setembro 2005

Passado versus presente

Inevitavelmente ficaremos marcados pelo passado. Ele fará sempre parte de nós e será sempre uma peça fundamental na construção da nossa identidade.
Apesar disso, não podemos ser vítimas desse passado, quanto mais não seja porque passou.
Tudo aquilo que dispomos é o “aqui e agora”. Não deixe que o presente seja gasto com pensamentos que não pertencem ao “aqui e agora”.

13 setembro 2005

Nunca deixes de dizer aquilo que queres, pensem o que quiserem e digam o que dizerem.
Se é o que sentes não tenhas medo!
Lutem sempre por aquilo que amam!

12 setembro 2005

Não existem ressentimentos justificados

Se algo acontece e você não gosta, declare-o do fundo do coração, e se possível, esforce-se por eliminar e esquecer isso. Esqueça a sua necessidade de ter razão e assim sentir-se-á em PAZ.
Não ficar ofendido é uma forma de dizer: «Eu controlo a forma como me vou sentir e escolho viver em paz independentemente daquilo que estou a assistir!»

11 setembro 2005

Uma espécie de grito de independência

Já algumas vez te sentiste magoado com atitudes ou falta delas? Claro que sim!
Raramente tenho este tipo de explosões, sobretudo quando estas acarretam algum carácter de agressividade. Eu própria fico espantada! Esta sou mesmo eu?
Por momentos achamos que podemos estar a exagerar, afinal somos todos tão diferentes, apesar de algo absolutamente igual: os defeitos. Quem não os tem?
Pensamos, sentimos, vivemos, valorizamos, demonstramos tudo de modos tão diferentes. Até o nosso estado de espírito faz a diferença. E por isso é muito importante o factor TOLERÂNCIA.
Mas, meus amigos, será que as diferenças desculpam tudo?!...até talvez nem exista assim tanto para perdoar....Só que, todos temos o direito de dizer “NÃO!”, “BASTA!”, “ESTOU MAGOADA” e “NÂO QUERO MAIS!”.
Custa um bocadinho, parece que assumimos um papel que não é o nosso ou que estamos de alguma forma a ser...sei lá...mesquinhos ou pormenorizados ou menos tolerantes... Mas depois sentimo-nos bem mais confortáveis com nós próprios. Em suma, valorizamo-nos! Afinal, não se pode aceitar e desculpar tudo, e fazer de conta que nada se passou.
Para variar esforcem-se um bocadinho. Se quiserem, claro!!
As amizades alimentam-se de um sentimento mútuo, demonstrado pelas mais variadas formas, até por algo tão simples como um olhar. Mas é suposto ser mesmo mútuo. Tipo: um dá, dá, dá, dá...e o outro recebe, recebe, recebe, recebe...Não me parece nada interessante! Ok, e se dermos sem esperar nada em troca? Sim, acho que é bastante conveniente...amar sem limites?!Continuaremos amigos, afinal tudo não passa de diferenças, mas mesmo assim, temos o direito de ficar magoados e de o verbalizar!

O meu 1º encontro nacional dos convívios fraternos

Quase a sério!....
Importante!
Gratificante!
Unidos por uma causa comum!
Lindo!
Gostei!
Continuem!...
O
calor humano é sempre calor humano! Não o deixem arrefecer!

10 setembro 2005

Love is in the air?!!

O amor é tão tão lindo que chega a contagiar....o sorriso é tão tão autêntico que só dá para adivinhar!
Ainda há quem acredite na força do amor! São muitos mesmo, que acham que o casamento não é uma prisão, uma rotina, algo secante...que estar junto não implica necessariamente controle, dependência, abdicar de coisas...sei lá!

Marta e Rui, os meus parabéns pelo vosso casamento, dá gosto ver o tamanho da vossa felicidade!!

09 setembro 2005

O amor perfeito expulsa todo o medo!

Ainda há alguém neste país que não tenha reparado?




Mudança de cores, que implicam... Triste, não é?

08 setembro 2005

Não crie e viva problemas, resolva-os!

07 setembro 2005

Vida e relações pessoais

Todos nós estamos neste momento envolvidos numa relação. Na verdade nós vivemos numa constante relação com tudo e com todos. Estabelecemos relações connosco, com a nossa família, com o nosso trabalho, com as pessoas que nos rodeiam e com o ambiente que criamos.
Todos os nossos conhecimentos e todas as nossas experiências acontecem num contexto criado pelas nossas relações; é por isso que todas elas são sagradas. E no fundo nós temos consciência disso.
Por isso é que procuramos estabelecer sobretudo relações com afecto e com sentido. E é também por isso que temos tantos problemas nas nossas relações- porque sabemos o quanto estamos a arriscar. Mas é possível ter relações felizes; basta prestar um pouco de mais atenção a nós mesmos e àquilo que dizemos, fazemos e sentimos...


De Neale Donald Walsch

06 setembro 2005

Ok!

O blog foi anunciado e as visitas vão chegando! Já me disseram coisas tão lindas que dá mesmo gosto continuar! Espero que não estejam só a ser simpáticos(as)?!
Ainda bem que posso de alguma forma contribuir para a nossa felicidade!! Sim, porque ela é contagiante....


ALL FOR LOVE

Onde há amor há tudo!
Amem, com todo o coração e não se arrependerão!!!É verdade! Mesmo quando apanham uma valente desilusão!

02 setembro 2005

Um pouco mais sobre comunicação...

“Para compreender o carácter problemático da socialização basta-nos considerar os desafios que a comunicação com os outros nos apresenta:
  • Por um lado, comunicar é, de algum modo, «pôr em comum». Mas partilhar significa frequentemente «dar algo» e, dando, parece que nos arriscamos a ficar mais pobres. Não será bem assim, mas algumas experiências alertam-nos para este tipo de perigos nos desafios da comunicação. Basta-nos pensar, por exemplo, na nossa disponibilidade para abrir a nossa intimidade que sempre acarreta consigo o risco de podermos encontrar alguém que tente «abusar» dessa confiança. O desafio da comunicação passa, pois, pelo desafio de nos darmos aos outros, sem, por assim dizer, nos empobrecermos.
  • Por outro lado, a nossa integração na vida social passa também pelo desafio da comunicação num segundo sentido: como podemos «darmo-nos com os outros» sem perdermos a nossa identidade pessoal? Isto não será habitualmente problemático para qualquer pessoa normal, pois saberá, por exemplo, que não vai perder a sua personalidade por ouvir, respeitosa e amavelmente, uma opinião diferente da sua. Mas não é assim tão fácil para todos. Recordemos aqueles pobres homens que andam pelo mundo à deriva, sem carácter, como cataventos, tentando agradar a uns e a outros, sem tom nem som. E, ao contrário, recordemos também aquelas pessoas que se isolam lamentavelmente apenas por não saberem sobreviver no convívio de uma sociedade plural.
  • Finalmente, existe ainda outro modo de compreender o carácter problemático do desafio da comunicação. Aquilo que poderíamos denominar como o desafio da expressividade. Podemos encarar correctamente a nossa relação com o mundo e, todavia, sermos mal sucedidos por uma mera questão «linguística». Por exemplo, podemos tomar um dia uma atitude com a melhor das intenções e sermos infelizmente mal-entendidos. Quem é que não sentiu alguma vez essa triste experiência?”
In Montiel, António Luís(2004). Aprendendo a viver juntos. Lisboa: Livros Horizonte.

01 setembro 2005

Super content!


Bem, foi preciso ir a Peniche para encontrar um homem que admite ter um grande defeito: “Não consigo dizer NÂO!”.

Parece que afinal já não sou a “única” a sofrer desse mal?!....não que seja verdadeiramente penoso, talvez até seja bom, pelo menos para alguém...mas porque envelhecemos muito mais depressa, enquanto a maioria das pessoas vive preocupado com o seu próprio umbigo....

Talvez até esteja a ser injusta...porque até conheço mais alguém assim...

Mas estamos sempre a tempo de corrigir os nossos lamentáveis “defeitos”...vamos ver!!